Opinião com Café | Quero ser Grande

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Filme de 1988 com 1 hora e 44 minutos de duração.

Sinopse: Em um passeio num parque de diversões Josh (David Moscow) acaba barrado na montanha-russa. Revoltado, ele pede à máquina dos desejos para ser grande. No dia seguinte o pedido foi realizado e a mãe o expulsa de casa, pois não conhece aquele estranho de trinta anos (Tom Hanks). Josh, porém, continua sendo apenas uma criança e agora precisa aprender a se relacionar no mundo dos adultos.

Opinião com Café.

Josh (David Moscow) é um garoto comum, gosta de brincar com seus amigos, mexer no seu computador, odeia os afazeres domésticos e tem seu amor platônico (uma garota mais velha). Um belo dia Josh vai ao parque de diversões, chegando lá ele é barrado na montanha russa, pois não tem a altura necessária, revoltado com a vida ele encontra uma máquina dos desejos e faz um pedido, ele quer ser adulto.

A máquina realiza seu desejo, porém Josh só “ganha” o corpo de adulto, a mentalidade continua de 13 anos, lógico que sua mãe (Mrs. Baskin, interpretada por Mercedes Ruehl) não reconhece o garoto, que agora é adulto, e toca o rapaz de casa. O único que acredita em Josh é Billy (Jared Rushton), seu melhor amigo, agora os dois vão se unir para que Josh consiga viver no meio dos adultos.

A trama é bem construída, não demora muito para que Josh (David Moscow) se transforme em Josh (Tom Hanks), existe um motivo plausível para o garoto querer essa transformação (se bem que com 13 anos qualquer motivo é plausível), e a fantasia ocorre a partir desse momento.

Quando Tom Hanks assume o papel a trama tem um salto de qualidade, não que a atuação de David Moscow seja ruim, aliás, ela é boa, mas nós sentamos a frente da TV para ver a transformação de Moscow em Hanks, a partir desse momento é que “a graça” começa.

Clássica cena do filme.

Josh só tem a casca de adulto, por dentro ele é uma criança, e é nesse ponto que Penny Marshall (diretor do filme) trabalha, afinal, o que um adulto que “pode fazer tudo”, mas que por dentro é uma criança quer?  Ter uma casa com uma cama elástica na sala, almoçar salgadinho com milk-shake e, se possível, ver alguns peitos.

Lógico que não ficaríamos só nisso, pois todo filme dos anos 80 tem que trabalhar algum romance e mostrar algum antagonista caricato, nesse ponto entra Susan (Elizabeth Perkins) e Paul John Heard (I), a primeira é uma gananciosa mulher que se derrete pelo jeito inocente de Josh, o segundo é o “vilão”, que odeia tudo que a criança adulta faz.

Elizabeth consegue transpor sua atuação de mulher extremamente gananciosa para uma mulher doce cheia de sonhos com muita naturalidade, Paul é um pouco mais forçado, mas consegue trazer aquele personagem para odiarmos na trama.

“Quero ser Grande” é um típico filme dos anos 80, com um pitada de humor pastelão, romance e drama, o longa é um dos grandes clássicos daquela época, e não poderia ser diferente, o universo criado dentro da trama foi muito bem construído fazendo com que as quase duas horas de filme voassem.

Nota 8.5

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Henry Braga

Assisto preferencialmente o que não está na moda, gosto de livros, quadrinhos, séries e filmes. Também sei admirar DC e Marvel (sim, é possível), ainda tenho meu Super Nintendo. Seinfeld, Anos Incríveis e Watchmen são algumas de minhas preferências.