Opinião com Café | Para Roma, com Amor

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Filme de 2012 com 1 hora e 50 minutos de duração.

Sinopse: O longa é dividido em quatro segmentos. Em um deles, um casal americano (Woody Allen e Judy Davis) viajam para Roma para conhecer a família do noivo de sua filha. Outra história envolve Leopoldo (Roberto Benigni), um homem comum que é confundido com uma estrela de cinema. Um terceiro episódio retrata um arquiteto da Califórnia (Alec Baldwin) que visita a Itália com um grupo de amigos. Por último, temos dois jovens recém-casados que se perdem pelas confusas ruas de Roma.

Opinião com Café.

Falar que Woody Allen é genial é bater sempre na mesma tecla, normalmente seus filmes são ótimos (Annie Hall e Manhattan), alguns são medianos (Poderosa Afrodite) e poucos são ruins, e mesmo que Allen não apresente uma obra prima ele dificilmente deixa a desejar, mais uma vez temos a prova disso em Para Roma, com Amor.

O longa dividi-se em quatro histórias distintas, das quais os personagens não se conhecem e nunca se encontram, todas ambientadas em Roma, lógico, começando de John (Alec Baldwin), um arquiteto de férias que morou em Roma no passado, ele encontra Jack (Jesse Eisenberg), um estudante de arquitetura, Jack se diz grande fã e os dois fazem amizade, então John começa a dar conselhos amorosos sobre um possível triângulo amoroso que Jack iria viver, sem dúvida alguma esse trecho é o mais interessante pois não sabemos se John é real ou não.

Outra história é a de Leopoldo (Roberto Benigni), Leopoldo é um típico cidadão comum, levanta cedo, toma café e vai trabalhar, repita isso cinco vezes por semana, e você vai ver que conhece várias pessoas nessa situação. Mas um dia Leopoldo fica famoso, e todos em Roma o idolatram, com a mesma velocidade a fama se vai, é interessante ver a critica implícita em cima dessa história, pena que ela foi feita de forma “preguiçosa”.

Seguindo com a trama temos Antonio (Alessandro Tiberi) e Milly (Alessandra Mastronardi), os dois mudam para Roma com a intenção de casar e começar uma nova vida, mas devido alguns acontecimentos Milly se perde na cidade e encontra alguns atores, pelos quais ela cria certa “admiração” e Antonio tem que apresentar uma prostituta interpretada pela Penelope Cruz para sua família, pois todos acham que ela é sua mulher. As coincidências tornam essa história bem interessante, vemos um pessoal da alta com rabo preso com uma prostituta, e uma “santa” noiva se arreganhando para famosos, seria cômico se não fosse trágico.

Por fim, temos ele, com um papel bem conhecido pelo público, Woody Allen é Jerry um fracassado produtor que em uma viagem para Roma descobre no pai do noivo da sua filha uma voz magnífica ao ouvi-lo cantando no chuveiro, o único problema é Fabio Armiliato só canta no chuveiro, e agora Jerry vai tentar fazer ele cantar em público.

As histórias se não são genias, são interessantes, lógico que em alguns momentos o filme é meio preguiçoso e se resolve sem muito esforço, mas ainda assim a trama é bela de se ver, as atuações são boas, e as histórias são cheias de carisma, una tudo com uma trilha sonora gostosa que tem suas principais melodias Nel blu dipinto di blu (Volare) e Amada Mia, Amore Mio e curta 1 hora e 50 minutos de uma doce comédia.

Nota 8.

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