HQ’s Entrevista | Gigante Leo

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Gigante Leo é bem pequeno, afinal, ele tem nanismo, mas pequeno é só seu tamanho, porque ele é GIGANTE em todos os aspectos. Sem se vitimizar ele correu atrás de seus sonhos, escreveu seu livro, participou de novelas, fez pontas em filmes, não contente, protagonizou seu próprio, mas a melhor coisa é saber dele por ele mesmo, então, sem mais delongas…

1 – Nova Geração da Escolinha do Professor Raimundo, novelas na Globo, pontas em filmes e, agora, está protagonizando um, faz Stand Up, os vídeos em que você aparece no Youtube alcançam milhares de pessoas, você imaginou um dia fazer tanto sucesso?

Não, confesso que nunca imaginei. Quando comecei a me dedicar a arte, nunca tinha em mente “fazer sucesso”. Desejava que o público gostasse do meu trabalho, apenas. O resto é consequência de um trabalho reconhecido. Sempre tentei explorar diversas vertentes para enriquecer o meu trabalho.

2 – Como surgiu a ideia para fazer o longa “Altas Expectativas”? E como é protagonizar um filme que não tem seu total foco no humor?

A ideia surgiu dos diretores Álvaro Campos e Pedro Antônio depois que eu ganhei o Prêmio Multishow de Humor em 2012. Ao me conhecerem, gostaram do meu modo de pensar e de usar o humor como ferramenta de crítica e transformação. Nessa mesma época comecei a namorar a Carol, minha esposa, o que inspirou mais ainda os dois a fazerem o Altas. A forma como eu usava o humor e o amor entre eu e Carol, foram as fontes inspiradoras do longa.

Protagonizar um filme já é um baita desafio, e ainda por cima um filme dramático, onde o humor não está com o personagem principal, foi praticamente uma aventura. Que eu só aceitei embarcar nela por causa do elenco, da direção e equipe e, sobretudo, pela proposta principal do filme: “mostrar que pessoas com nanismos são iguais a qualquer outra pessoa e que merecem o protagonismo na arte”. Foi o primeiro filme nacional que tem anão como protagonista.

Fonte da imagem: Cosmo Nerd

3 – Você viu toda essa confusão que deu no filme do Danilo Gentili por causa de críticas e matérias tendenciosas, você ficou lendo os críticos de plantão, ou focou mais no que o público comentou?

Eu li todas as críticas, acho todas válidas. Obviamente que algumas críticas fogem da média das críticas: ou porque criticam demais ou porque elogiam demais. Essas eu leio, mas não as considero. Ler todas as críticas é bom para você conseguir fazer uma média geral e ter uma noção melhor da receptividade do seu trabalho. Mas as críticas do público eu costumo ouvir com mais carinho.

4 – Gigante Leo, rola algum tipo de preconceito com você no meio artístico? Ou algum tipo de brincadeira de mau gosto?

Sou muito bem acolhido no meio artístico e em todos os trabalhos que já fiz até o momento. Nunca vi uma brincadeira de mau gosto, até porque sempre levo tudo muito na esportiva.

5 – No Brasil existe algo que vem se instaurando de forma alarmante, é a cultura do vitimismo. Grande parte da população se sente vítima do sistema. “O Grande Livro dos Anões” retrata um pouco de sua vida, com muito humor. Podemos dizer que você quebrou paradigmas retratando algumas passagens suas sem se vitimizar?

Acho que sim. Na verdade eu fui criado assim, nunca me trataram como coitadinho ou incapaz. Minha família sempre me mostrou a realidade e me incentivou a ir à luta e conquistar meus objetivos. Odeio pessoas que ficam arrumando pretextos para não correrem atrás dos seus sonhos e ficam se passando de coitadinhas. É uma visão muito pequena de vida.

No meu trabalho artístico tento passar essa visão do “não vitimismo” e quebrar também o paradigma que anão só pode fazer humor torta na cara e dos clichês tradicionais. Existem outras formas de fazer humor.

6 – E quais são seus projetos futuros?

Tenho propostas de gravar alguns curtas e outros longas, dentre eles “Crô 2 – o filme”.  Além de viajar com o meu solo de humor “Verticalmente Prejudicado” pelo país, estrear minha peça que escrevi junto com Ulisses Matos chamada “Mentira tem perna curta” com direção de Thiago Greco. Também queria muito voltar a gravar novela, mas ainda não tenho nenhuma proposta.

Fonte da imagem: Gshow

7 – Jogo Rápido.

Maior vantagem em ser anão? 

Além de fazer sexo oral em pé? Ver um mundo por um ângulo diferente.

Maior desvantagem?

Não poder ser amante porque não conseguiria fugir pela janela.

Seu sonho no meio artístico?

Fazer um super vilão ou o casal protagonista numa novela ou num seriado legal.

Comediante que você admira?

Vários. Mas o grande mestre para mim é o Chico Anysio.

8 – Para finalizar. Quem é Leonardo Reis?

Eu sou um cara de bem com a vida, sou apaixonado pela minha família. Adoro ler, cinema e animais. Não costumo valorizar demais as dificuldades e sempre busco ver o lado bom e a graça em tudo.

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Site: www.giganteleo.com.br

Produtora – Marcela Epprecht: (21) 99365-8667

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Fonte da imagem: Alkaparra Produções.

Gigante Leo, o HQ’s com Café agradece o tempo concedido. Desejamos sucesso nessa sua caminhada, e se você quiser falar alguma coisa, essa é sua hora.

Todos nós temos as nossas dificuldades e as nossas deficiências e a melhor maneira de conseguir superar isso é com humor e com alegria.

Foto da capa retirada do Facebook do Gigante Leo.

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Henry Braga

Assisto preferencialmente o que não está na moda, gosto de livros, quadrinhos, séries e filmes. Também sei admirar DC e Marvel (sim, é possível), ainda tenho meu Super Nintendo. Seinfeld, Anos Incríveis e Watchmen são algumas de minhas preferências.