Análise Filosófica | Meu Mestre, Minha Vida

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O filme “Meu Mestre, Minha Vida” (1989), tem sua sinopse em torno das ações do diretor Louis Clark, interpretado por Morgan Freeman dentro de uma escola, com índices de indisciplina e agressões alarmantes, ao qual leva a prática docente, um traçado de ficar de mão atadas perante a rebeldia dos discentes, denunciando a carência das autoridades de Estado em prover recursos necessários que possam vim a sanar ou reverter esse quadro de balburdia.

Em torno da história cultural e educacional estadunidense, vejamos que há uma forte preocupação durante a estética do filme, em prover uma relativa gama de “violência simbólica”, que submete um caminho de desarticulação de um espírito educacional que provenha a trabalhar o lúdico como espinha dorsal, em realizar uma micro espaço educacional, que possa propiciar um convívio entre os mais congênitos e variados grupos humanos.

A escola da Nova Jersey ao qual se desenvolve a trama demonstra um espectro de segregação contando com o convívio constante do trafico de narcóticos, ao qual leva a personagem principal em esmiuçar tratamentos nada ortodoxos defronte as mazelas, de fronts, em combater a decadência moral, gerando princípios de uma liberdade que não fique extenuada, unicamente as impressões de falsificacionismos, de levar preâmbulos de uma igualdade, que não contenha em suas diretrizes, um caminho pedagógico tanto para aprendizagem dialética, (e de certa forma interdisciplinar) que relacione conteúdos escolares, como uma maneira de gerar disseminação de informação, bem como passando a  atualidade transdisciplinar, culminando para o que indivíduo se encontre dentro do seu próprio eixo de existência, fazendo do outro um patamar de entrave as ações que propiciem um caminho para a integração de protagonismos juvenis, lapidados de ética e respeito.

O discurso racista que intrinsecamente está submetido no seu conteúdo cinematográfico leva também a uma cadência de projetar cunhos, para uma humanização das práxis escolares, não ficando unicamente restrita aos currículos oficiais, e sim que provenha trabalhar a aquisição do “ser-estudantil”, parâmetros para linguagens que venham a realizar sua inserção no mundo globalizado, se afastando de paradigmas discriminatórios, bem como a inferiorização dos mais necessitados diante as classes mais abastadas.

No contexto ideológico e histórico, a “luta de classes”(2008), deixa um plantel historiográfico, ao quais as cicatrizes das estruturas de poder, com uma superestrutura, melindrada aos capítulos da Guerra Fria, denota um conservadorismo, de levar novas atitudes para uma formação hibrida de púbico estudantil, que não esteja cerceado, pelo rigor da cientificidade e formalismos institucionais, e sim de formar novas opiniões, de uma construção social, e todavia educacional, aquém das métricas da Ideologia de Estado, levando em consideração, novas conjecturas de didáticas que estejam de acordo com as necessidades socioculturais do local onde se projeta dinamismos de convivências entre os mais diversificados grupos humanos.

A essa margem de comprometimento analítico, a East Side High School (escola onde se passa boa parte da trama), foca que muitas vezes que os professores, se defrontam com transversais dilemas de sua prática educacional, que possa tanto, levar em consideração a ortodoxia do ensino acadêmico, bem como a despertar vetores para uma formação que propicie um estorno psicológico que reflita o alcance de uma formação moral polivalente, levando novos ditames de angariar fugas, a um procedimento pedagógico tecnicista, diante, a prognósticos educacionais questionadores, valorizando um acalentado rigor filosófico nas discussões de conhecimentos intelectuais e científicos, que ornamentem a importância do “ser”, lúdico em seus auspícios intelectuais.

Meu Mestre, Minha Vida, projeta similitudes de debates, que contenham um acalentado rigor, de semear o distanciamento da doutrinação em virtude, da formação critica, e que fuga de anacronismos de sentenças de conteúdos intelectuais, que não ofereçam a clareza de informação e conhecimento, como oportunidades para as ascensões, tanto culturais como econômicas dos menos favorecidos.

A violência verbal e física ao qual Louis Clark, impregna, submete a discussões filosóficas pelas quais, em determinados momento, se faz necessário, artimanhas de uma “desconstrução” (1993), do tradicionalismo ensino conteudista e copista, valorizando o diálogo, porém o uso de regras mais veementes e radicais, extenuam que os recursos estatais, muitas vezes não conseguem lançar seus tentáculos, para os campos dos mais necessitados, onde etnias com plácidos confrontos humanísticos, dão um tão sombrio, de afastamentos a uma democracia, que não fique exclusivamente aos campos discursivos, bem como seja gentil para um cabido de oportunidades, que enobreça todas as classes sociais.

Para isso, as ações do diretor Clark, ganham um papel, de uma educação que ultrapasse o campo da sala de aula, e sim que venham esgarçar, atitudes que possam levar jovens recheados pelo perfil autodestrutivo das drogas e marginalizados pela sociedade, e vitimas de gangues, para um enfrentamento existencial, a engendrar um novo caminho de opção de vida, tendo em vista o descaso das autoridades, bem como ao micro poder que se esconde nas entranhas de um sistema educacional brutal, e burocrático, não contendo um vigor de ação que esteja suplantado na busca de um ego, adornado pelo deslumbres de atividades mentais lúdicas.

A ludicidade é um caminho a ser percorrido, que tanto meneia o trabalho corporal, com atividades que promovam o consumo de energia biomotora, bem como o trabalho em diversificados esteios dos estudantes, com diferentes faixas de idades, realizando uma sucinta união, entre os mais diferentes biótipos de características humanas, e de formação cultural, que permeiam assim uma forte contribuição na luta contra espaços racistas, bem como a uma viril concentração de classes.

Outros caminhos que a película emiti, está na promulgação de princípios a um academicismo mórbido, que não esteja em campo, de novos ditames, de um princípio “bourdieuniano”(1980), da reprodução educacional, que não estimule a produção intelectual, e sim que demande a disseminação de conteúdos sem um entendimento claro de causa, não levando conta fatores como a condição moral, econômica e social dos estudantes, gerando seixos de lançar ensinamentos vagos, sem uma “real”, qualificação da importância do que deve ser ministrado, ou seja, quais as necessidades que aquele público estudantil específico, realmente precisa aprender, bem como a conter divergências com os tramites curriculares, aos quais conturbam em determinados momentos, com a liberdade de cátedra do educador.

Em comparação com os quadros educacionais brasileiros, o filme está semeado, a uma interpretação de uma fragmentação das bases curriculares, que emergem para interpretações, que estejam nas arestas geográficas, atenuadas a diferentes realidades populacionais, onde a planificação e unificação de ensino exale um sabor de combalir a ação do professor como um agente intelectual nato, que possa promulgar ideias para um cunho de empreender uma recepção de educação dialética, que produza uma “escuta”, segundo o Professor Celso Favaretto (2010), não unicamente de estabelecer o cumprimento de métricas curriculares, e sim que considere o fator humano, como uma etapa essencial para o crescimento de sociabilidades, pautadas no respeito e tolerância pelas classes menos favorecidas.

Nessa perspectiva, de um método de ensino, que vise concomitantemente à educação de cunho científico e propedêutico, bem como a formação do indivíduo, devemos também ter em mente, que cada momento tem seu próprio apreço pela história, e que, certas atitudes tomadas determinados momentos “x”, para diminuir efeitos devastadores de destruição da erudição e do conhecimento estudantil de maneira culta, não se pode condizer com o momento “y”.

Faz-se mais do que útil à atualização, e a projeção de modelos de ensino, que produzam acalentados deleites de uma base de ação educacional, que possa semear dádivas para uma formação estudantil, que contenha em suas bases, semblantes para um método, que venha combater discriminações e extermínios culturais, de um povo pelo outro, no ensejo de, unir tanto uma “educação popular, sem perder o rigor acadêmico”, segundo as palavras de “Carlos Rodrigues Brandão”(1980).

É jus encaminharmos uma atividade intelectual, que possa tanto prover, remediação para desarranjos de um público estudantil, que fique alienado por ideologias, que não promovam seus adentramentos em escopos culturais, que levem a enxergar o valor de uma troca mutua de conhecimento e fraternidade pelo próximo, defronte de um inconsciente de permutar comportamentos que estejam recheados de valores, de eliciar procedimentos de um quinhão de preconceitos, melindrados em múltiplos predomínios de ações, inerentes a condição de aceitação e compreensão do outro.

Um florescimento do questionar, se faz mais que necessário, tanto dentro de perspectivas comparativas, entre as educações dos Estados Unidos, bem como do Brasil, deixando lacunas para uma participação mais efetiva da sociedade civil no que é de nível, as discussões de propostas pedagógicas, que possam oferecer uma visão crítica para uma educação mais humanista, e que venham promover a emancipação de diferentes indivíduos.

Entre os muros das escolas, bem como a constituição de um “labor”, em projetar cunhos para realizar um plantel de gestão, que possa valorizar o diálogo, como um caminho para construção científica de um ângulo de ensino, resplandecente de conteúdos que estejam em consonância com a realidade da maioria dos discentes, há profundas relações de poder, que impregnam desavenças entre uma nefasta esfera de igualdade, sustentada pela destruição, de um clivo de ética pelas diferenças, bem como forjando uma contribuição nefasta, de torpor para uma valorização do professor contundente, como semeador de sabedorias lúdicas, e contendo um real efeito para o educando perante suas projeções e desejos, ao longo de sua vida.

Em outras vertentes, para o âmbito para a formação do pedagógica, o filme representa uma maneira de transpassar a imagem, oferecendo uma disseminação de saberes que não fiquem na utopia dos debates, e sim que confabule como um viés, tanto para elucidação dos discentes, bem como para aumentar o raio de ação do professor, compartilhando diferentes preceitos de didáticas e formulas educacionais.

Dentro de efeitos comparativos, o ambiente histórico de Meu Mestre, Minha Vida encontra entre Brasil e Estados Unidos, um fulgor, de debate, no sentido destruir amarras ideológicas, que venham a prender, um fazer educacional, que possa tanto levar a um “delírio de irracionalidade”, diante as mazelas de uma modernidade, em prever planejamentos uma escola que venha a desmitificar mitos tecnicistas, bem como massificações de cunhos analíticos que unicamente estejam a cumprir metas de contingentes estudantis traçados aos princípios estatais, levando há um nefasto “taylorismo educacional”, não levando em consideração as visões de mundo e valores culturais que cada estudante possui bem como suas angústias e anseio.

As interfaces de conflitos sociais, as margens de uma luta ideológica escaldante deixam sequelas de um descaso da sociedade perante as classes mais necessitadas aos quais os professores ficam pautados, a um instrumento controlador de sua liberdade de ação de, guarnecer, identidades de um atrofiamento perante a conjugação de caminhos para a realização de um trabalho que possa tanto unir dados, e reverter isso em informação, e que no caso do Professor Clark, enfrenta dilemas, entre este de ser inserido em uma sociedade onde transcorre inerentes conflitos sociais, bem como a uma “aculturação”, levando a uma diminuição espacial e teleológica da questão de realizar uma exposição de conhecimento, contendo o rigor acadêmico necessário para a formação científica, bem como em promover laços de fraternidades que possam encaminhar o jovem para um futuro promissor de trabalho e conhecimento.

A utilização de paliativos instrumentos para elaborar, uma educação que contenha uma união entre estereótipos sociais multifacetados, e ao mesmo tempo promova uma integração entre as mais variadas “tribos”, conclama uma ação do educador, na renovação diária de suas atividades, tendo que se engajar em atmosferas de mudanças constantes em sua rotina de trabalho perante as dificuldades que surgem para a realização de um ensino, que ofereça uma visão dialética tanto do “ser”, como da “sociedade”, em si.

É um norteador interessante, lançar Meu Mestre, Minha Vida, como uma obra que possa tanto visar atividades, para a uma capacitação de professores, e de como se faz necessário uma renovação sistemática de suas práticas a cada momento, aos quais o aprendizado se encontra dentro das escolas amordaçados, por currículos herméticos e rechaçados por entraves de uma violência urbana, que alimenta casos de discriminações sociais, raciais de gênero, chegando ao cunho também religioso, limitando adentrada da juventude mais carente a um campo de informação claro, e com evidencias intelectuais para  transpor, suas limitações sociobiológicas, ansiando por dias melhores.

Tanto Brasil e Estados Unidos, tendo como base tanto a educação, visando uma educação, que abarque todos os campos sociais, estão realçados dentro do espaço cinematográfico de Meu Mestre, Minha Vida, no tangente, ao tratamento dado aos afrodescendentes, pautados a marginalidade em sua boa parcela, não havendo uma condução efetiva, do Estado que venha valorizar o multiculturalismo, levando a uma “concentração cultural elitista e branca”, ao qual o alunato afrodescendente, é direcionado para a ocupação de subempregos.

O caminho para a universidade fica mais distante devido ao melhor ensino das classes mais abastada, bem como a uma ciência da informação que praticamente monopoliza os melhores professores, e uma logística de ponta nos procedimentos para elaboração das melhores aulas, bem como um caminho para ir contra planos de ONGS e  planos governamentais, que sugerem ações que possa combater de forma profícua, uma concentração do ensino, no condizente a entrada dos estudantes de baixa renda aos melhores colégios, bem como no Ensino Superior.

Clark dentro extenua a esperança de um professor que tem a árdua tarefa de ir contra um sistema discriminatório, que deixa resquícios para um traquejo sombrio, a destruição do direito universal de ter acesso há uma educação pública de qualidade, bem como para uma contribuição de levar oportunidades para os mais necessitados, fazendo uma traição ao compromisso para um “Contrato Social” (1987), que não esteja na sintonia de prolixos de uma aniquilação da subjetividade crítica com consciência de classe.

Sua ação, de ebulição ideológica, advinda como fruto do mundo bipolar, entra no cenário de confusão de uma interpretação e identidade, com princípios “Comunistas, no sentido de enlaces para ações de oportunidades para todos independente das linhagens ideológicas de Estado, com princípios socialistas aos quais o aparato repressivo e de contrainformação dos Estados Unidos, lutaram incisivamente com o intuito de limitar o acesso e chegada de princípios a uma doutrinação filosófico política que viesse sistematizar a ação de grupos intelectuais de lutar pelos direitos da minoria afrodescendente, contando com a ajuda da tradição racista incutida em acontecimentos contemporâneos da sociedade civil, como grupos extremistas ligados a Ku Klux Klan, e o conservadorismo de entidades cristãs mais ortodoxas, lutando contra a disseminação de ideais da negritude muçulmana, tendo como ícone Malcolm X, e sua palavra, de luta armada contra o racismo.

“Esse discurso violento, de integração das classes negras menos favorecidas, ganha mais corpo no Brasil nos anos de 1980, através da luta pelas diretas já, bem como a necessidade de um governo que seja eleito diretamente, saindo da caserna” militarista, ao ganhar fôlego às reivindicações pela garantia das liberdades civis, para os mais diferentes grupos populacionais.

Como pano de fundo para a produção de Meu Mestre, Minha Vida, os aspectos político, sociológicos e historiográficos podem serem, confrontadas, como uma necessidade de fugir de premissas ao atrofiamento de ações, que visem unicamente a dar uma assistência imediatista dos problemas segregacionistas, deixando evidencias da carência a se organizar políticas públicas, que venham a combater nichos de concentração de classe, e que componham uma educação que valorize tanto aspectos, antropológicos, biológicos, étnicos, históricos e sociológicos, em promover sociabilidades em torno do universo escolar que estejam comprometidos com a mudança de paradigmas discriminatórios.

Nessa mudança de paradigmas, vejamos que a visão do professor, também está na cadência, em mudar o inconsciente coletivo do senso-comum, de arquitetar sua imagem como um profissional, labutado pelo conhecimento científico, e não como um instrumento da máquina de controle estatal, gerando um cadafalso existencial de pseudo – intelectualidade.

Ao aprendizado, sistematizado ao cumprimento de normas regimentais, ocorrem uma divulgação de promiscuas ações a valorização da concentração de classe, ocasionando uma fabricação irracionalidades, de consciência de classe, deixando a mercê de ações intelectuais, campos para angústias para uma educação que contenha perspectivas de não ficar exclusivamente, a um cárcere de conhecimento técnico, e sim que leve a um redescobrimento diário do discente, de sua condição como ser humano, e de também dele ser protagonista da sua própria história, tendo na imagem do professor um mediador e acolhedor de suas duvidas dos estudantes, e anseios, administrando um ensino, que leve em conta tanto suas formações familiares e de convivência em sociedade, realizando paralelos de ações com o conhecimento científico e educacional, almejando lançarem-se aos mais diferentes contrapontos sócio-históricos.

Clark é contra o ensino de normas e conteúdos pré-estabelecidos, por grupos de gestores que não detém o conhecimento, da realidade de seus estudantes.

Realiza uma ação de contracultura, a angariar em um primeiro momento o estabelecimento de regras, e de certa maneira realizando uma “psico-higiene” (2005), no quesito a impor limites para comunidade escolar, tanto para ações de rebeldia, como a polarizar incentivos para atuação dos professores, “condicionados” há dura realidade dos seus estudantes, e proporcionando atividades de reaver sua autoestima, diante de quadros tão depreciativos, em favor de uma ação educacional objetiva e com clareza de ensino.

O racismo é um dos grandes desafios, tanto para a elocução de parâmetros para uma consciência filosófica, bem como para a construção de fugas para uma univocidade de princípios pedagógicos que fiquem nos diâmetros de valorização de um programa de ações políticas, que procurem evitar a disseminação de prognósticos de uma informação que se faça construída nos princípios democráticos, garantidos por Estado Livre, bem como para a constituição de medidas que possam explorar novos princípios libertários diante da dilaceração de um “eu” consciente e construtor da sua própria história.

Dentro as argúcias de realizar caminhos para uma pedagogia do conhecimento, que possa tanto almejar, uma formação ética, e uma leitura estética clara das realidades diversificadas de cenários educacionais com reflexos para a discriminação, e consequentemente um replicante de manutenção das amarras de conservadorismo, Louis Clark, além de uma leitura ideológica de suas posturas, como um condutor das lutas em busca de um objeto de valorização educacional, para a construção de igualdade de gênero também se encontra nos taciturnos, delineamentos da revalorização do professor como um agente de mudança social, e bem como um agente de arquitetura de novas tessituras políticas.

Não se trata de discursos rarefeitos a uma esdrúxula repetição de indignação diante os horrores da segregação racial, e sim a ver o “outro”, como um agente a comedir novos caminhos para uma construção de subjetividade que esteja na simetria de entender e participar de um processo histórico, de amadurecimento no estreito de fundamentação de uma educação, que não fique unicamente a saudosismos ou utopias, e sim que leve em mente novos preceitos, de uma ludicidade que se faça tanto presente, no reconhecimento do próximo como um potencial de internalizarão e potencializarão do saber, que possa contribuir para uma formação do indivíduo, que esteja concatenada com as mais diferentes realidades aos quais, variados grupos estudantis são lançados diariamente.

Meu Mestre, Minha Vida dentro as representações sociais, perpassa altruísmos de um saber que não leve em consideração, fatores de adversidades de tolerância perene as condições humanas mais hostis, e sim de fazer de um cenário caótico um caminho para humanizações, de um arquétipo de conhecimento que esteja nas diatribes de rompimento com ideologias autoritárias e discriminatórias, advindo de “status quo”, com reflexos de manutenção de demandas psicológicas conservadoras, com características deterministas e de fracionalização de classes.

Dentre os requisitos informacionais, se faz adjacente, dentro das perspectivas de uma filosofia educacional o uso de filmes, na importância do audiovisual, para gerar uma “crise” de identidade nos estudantes, tirando eles de sua zona de conforto, criando a indignação como um fator de alteração de cânones culturais, esmiuçados na figura de um classicismo, que no leve em conta enuncias de transposição de tradições, e ativismos comportamentais preconceituosos que estejam aquém do tempo presente.

A ruptura com uma educação que somente esteja, realçada e comprometida com campanhas e idealismos ao traçado de um cabido burocrático de deixar uma imagística  escolar, exalada em números somente, não levando em mente a história de vida de cada discente, esta direcionada a se transformar em um instrumento de manobra da opinião pública, aos quais contando com a mordaça de limitação de fala do professor, bem como a elaboração de opiniões próprias, com um precoce distanciamento da sociedade civil no que se diz de direto de participação de uma gestão de escola-empresa democrática, gera a não participação dentro da comunidade escolar fatores de opiniões de origem além do grupo de profissionais específicos da educação.

A escola de East Side ganha ares de vandalismo, bem como irrompe uma juventude acabrunhada e desvalorizada pelo Estado, ao qual a afirmação do próprio Clark “meus fantasmas”,(como chama os estudantes) submerge a uma massificação tanto na formação de mentes que contenha uma organicidade de pensamento, bem como na luta por fugir de problemas imanentes do seu dia a dia, como as drogas a prostituição, e a carência na oportunidade construção de um futuro melhor.

O descaso do Estado, também dentro do cenário brasileiro, ganha contornos alarmantes, como o pouco investimento na educação pública, bem como o “boom” de escolas elitistas, que levam seus discentes as melhores universidades, que demanda um forte sentido de uma “concentração educacional”, que não deixa oportunidades para uma disseminação de classes, para a obtenção de uma educação pública de alto nível acadêmico e moral, não muito diferente da realidade dos Estados Unidos.

A Escola do diretor Clark reflete como um ponto de apoio para uma denominação ao lampejo de fugas de realidades contraditórias dos estudantes, os quais dentro das suas próprias esferas psicológicas enxergam de forma simbólica sua adentrada em grupos joviais, uma maneira de autoafirmação, bem como de distanciamento por alguns parcos momentos de sua dura realidade nos guetos e bairros pobre de Nova Jersey, daí a dificuldade em se lidar com o comércio de drogas e formação das gangues.

O descaso com os “fantasmas” engrandece um biopoder foucaultiano de controle dos corpos e automaticamente de limitação da informação, pelos quais, isso finaliza com um estancamento de um espírito crítico, limitando a adequação dos estudantes mais carentes para a busca de uma condição de vida melhor.

Os métodos truculentos do “diretor”, também estão explanados aos princípios de um Estado Liberalista, aos quais limita a chegada dos mais carentes a um conhecimento informacional, com clareza de pensamento, e, todavia de discernimento a sua condição existencial.

O vigor enérgico de Clark, tanto com professores, como com os estudantes, submete a uma analise operacional, ao qual, uma educação que contenha princípios de dialética de entendimentos, compreenda que diante de uma situação selvageria, se faz necessária a ação de um instrumento estatal forte, porém que não se distancie dos ideais democráticos e de informação critica.

A união de informação com crítica clara, ética e concisa, produz princípios para uma argumentação que esteja não unicamente enveredada aos manuais e debates teóricos, e sim que venha a gerir dentro de momentos atemporais, novos cunhos para uma produção e direcionamentos de logística de tecnologias e alastramento de conhecimento, que esteja submetido as mais diferentes “gamas” de classes sociais e etnias, saindo da esfera fantasmagórica, de estudantes invisíveis, e sem conter uma articulação e projeção clara da sua história.

No confronto para conservação e luta contra princípios manipuladores, de uma “Paideia” da modernidade que leve em conta não somente a disseminação de signos informacionais, e sim que contenha também usufrutos da decodificação e da assimilação de conteúdos, que venha a realizar uma exposição e ascensão das classes menos favorecidas, faz da figura de Louis Clark, um turbilhão de experiências entre sistemáticos adventos de uma burocrática história de conservar elementos de limitação das classes menos favorecidas a uma educação de qualidade, bem como ao manuseio maléfico de princípios educacionais, que não estejam na órbita de realidade da maioria da população, levando a procedimentos de ensino, com adereços distantes de promover um aprendizado que levem consideração às necessidades de cada grupo humano em especial.

As práticas realizadas por Louis Clark demonstram que tanto nos Estados Unidos, ou no Brasil, bem como poderia ocorrer em outra nação, o professor precisa se reinventar a cada momento, diante de espaços culturais adversos, necessitando muitas vezes, ir contra juramentos acadêmicos, como a liberdade de expressão, valorizando a “práxis” de um currículo oculto, que possa lidar com adversidades morais e sociais, ao qual e educação passa, diante os perjúrios tecnológicos e culturais da modernidade, em torno da sociedade do conhecimento.

Referências.

Filme

Meu Mestre, Minha Vida. Direção John G.Avildsen – Warner Bros Entertainment, 1989, 1 DVD (108  min).

Livros.

BLEGER, J. Psicologia Institucional e Psico – Higiene. Porto Alegre: Artmed, 2005.

BOURDIEU, P. A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Perpectiva, 1980.

DERRIDA. J. Khôra.Campinas: Papirus, 1993.

FAVARETTO. C. Arte Contemporânea, e Educação. Disponível em: file:///C:/Users/Cleyton/Downloads/rie53a10.pdf Acesso em 31/08/2016.

FOUCAULT, M. Microfísica do Poder. São Paulo: Saraiva, 2014.

MARX. K. A Ideologia Alemã. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

RODRIGUES BRANDÃO, C. A Questão Política da Educação Popular. São Paulo: Brasiliense, 1980.

ROUSSEAU, J,J. Do Contrato Social. São Paulo: Nova Cultural, 1987.

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