5 Lições Marcantes de Anos Incríveis (Parte 3)

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Faz muito tempo que não falo de Anos Incríveis aqui no site, mas bateu aquela saudade… então resolvi reunir mais 5 lições marcantes da série.

Nesse momento você deve estar se questionando: “mais 5 lições”?

Sim, já fiz posts falando sobre os ensinamentos de Anos Incríveis.

Você pode conferir aqui.

5 Lições Marcantes de Anos Incríveis (Parte 2)

5 Lições Marcantes de Anos Incríveis

Então, sem delongas. Vamos começar com o episódio intitulado “Os Balanços” (2º episódio. 1ª temporada). Nesse episódio temos uma lição sobre a morte.

Por mais que a morte seja algo natural da vida, nós não estamos preparados para essa passagem. E não importa se você é velho ou novo, se chegar sua hora, você irá.

Com Brian foi assim. Ele é o irmão de Winnie. Idolatrado por Kevin, tinha 19 anos quando foi convocado para guerra do Vietnã…

“Brian Cooper foi o meu primeiro conhecido que morreu sem ser velho, acho que todos nós temos esse momento quando constatamos que mesmo alguém que é apenas uma criança pode deixar de existir e nunca somos os mesmos depois disso”.

Brian não voltou da guerra. Ele foi embora, e quando alguém morre, leva consigo um pedaço nosso. Uma parte de Kevin, naquele momento, também morreu.

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Agora é hora de vermos como é amadurecer. Episódio de hoje: Pôquer. (Episódio 111 – 6ª Temporada).

“Sabíamos que os problemas dos homens não se resolvem facilmente, que vida era um risco, que crescer era um jogo, que o tempo de blefar já tinha passado“. – Kevin Arnold.

Toda sexta-feira Kevin e sua turma jogavam pôquer. Mas o que um “simples” jogo de baralho poderia nos ensinar?

Tudo.

Com os problemas do crescimento surgindo, várias tomadas de decisões para serem feitas, todos da mesa apresentavam algum problema. Só Jeff estava de boa ganhando todas as partidas.

Randy andava preocupado com suas notas no colégio, ele estava quase para reprovar. Para piorar, não sabia como contar para seus pais, o menino estava sem saber o que fazer. Jeff, que não havia perdido uma partida, apostou tudo que tinha na mesa contra Randy, para depois anunciar que perdeu.

O engraçado é que naquela noite, limpado a casa, fiquei pensando naquela mão. Aquela que mudou o destino para Randy e para todos nós, aquela que o Jeff perdeu“. – Kevin Arnold

Só que Jeff deixou suas cartas na mesa, e quando Kevin foi limpar tudo, notou que ele não tinha perdido, mas deixado Randy ganhar.

Amadurecer não é fácil. Existem momentos que são cruéis, mas também existem momentos que perdemos para ganhar, que deixamos algo de lado por um bem maior… Jeff já tinha entendido que a vida era mais do que vencer seus amigos no jogo.

“Se há uma maneira de descrever a adolescência é que ela é um jogo (…) é uma época da vida onde a esperança é mais forte que o medo…” – Kevin Arnold.

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E como abordar igualdade de gêneros em uma série da década de 90? Episódio de hoje: Mulheres. (Episódio 112 – 6ª Temporada).

Quando eu falo que Anos Incríveis prezava pelos bons costumes e pela família, eu não estou brincando. Quer prova maior que essa?

Norma estava fazendo faculdade e arrumou emprego de gerente em uma loja de informática. Winnie tirava notas mais altas do que Kevin. (Lembrando que a série é ambientada na década de 70.)

O sucesso das duas causou grande ciúmes em Jack e Kevin, que para resolver, chamaram as duas para jogar boliche. Eles precisavam provar para elas que eram superiores.

Resultado?

Elas não ligaram de perder, e eles ligaram muito de ganhar. Com esse desfecho foi mais do que explícito o quão superior mentalmente elas eram em relação aos dois. Simplesmente incrível.

“Não tinha sentido sermos teimosos, o mundo era grande o bastante para todos nós. E além disso, e daí que as mulheres pudessem influenciar os governos, comandar grandes empresas, mudar a política nacional, dominar as universidades, fazer do mundo um lugar melhor, em um aspecto muito importante nós ainda tínhamos muito a ensiná-las, sim, quando o assunto era ser idiota elas ainda tinham muito a aprender”. – Kevin Arnold.

A série aborda assuntos complexos com uma sensibilidade gritante, certamente um episódio com esse conteúdo seria mal visto nos dias atuais, muito por causa do politicamente correto, mas na época era essencial abordar a desigualdade entre gêneros, Anos Incríveis nunca será uma simples série…

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E como abordar o tema “insegurança na adolescência”? – Episódio de hoje: O Nariz. (Episódio 109 – 6ª Temporada).

Simples. Trabalhando em cima dos defeitos físicos. Mas o mais legal desse episódio é que ele abordou com maestria a questão da insegurança e de como o mundo dá voltas.

Hayley é linda, mas tem um nariz gigante. Um belo dia Rick convidou-a para ir em um baile da escola. Mas os alunos estavam “zoando o defeito” da moça.

Resultado?

Rick desmarcou o compromisso.

Mas o mundo dá voltas. Chegando ao baile, Rick viu a besteira que tinha feito. Hayley estava linda!

(…) “em um mundo de insegurança, onde crianças de cabelos crespos desejavam cabelos lisos, crianças pesadas desejavam perder quilos, os mais fraquinhos queriam engordar e todos queriam ser uma outra pessoa, a única beleza verdadeira era a garota que simplesmente conhecia a si mesma e estava contente com aquilo que conhecia“. – Kevin Arnold.

Nesse ponto entram duas observações: Hayley assumiu publicamente que não gostava de seu nariz. Rick era um gordinho rejeitado em sua turma. Note que Hayley sabia de “seu defeito” e Rick, sendo rejeitado, não amparou a menina no momento que ela foi alvo de chacota.

Notaram como é a insegurança na época do colégio? Agora, sobre o mundo dar voltas, é só ver como Hayley estava linda na formatura, e como Rick estava só…

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Impossível fechar o post sem mostrar o amor familiar. – Episódio de hoje: Ano Novo. (Episódio 104 – 6ª Temporada).

Ano novo, tudo programado para dar certo. Novamente, a vida veio e…

Wayne estava apaixonado por Bonie. Mas levou um pé bem na virada do ano. Kevin, que estava em uma confraternização “forçada” com seus pais, foi ver porque seu irmão não chegava logo. Foi então que descobriu que Wayne não estava bem.

“De repente tudo fez sentido, vi quem meu irmão era, não era o homem de família que quis ser, nem o irmão mais velho chato que brigava comigo, era apenas um garoto crescido, com o coração partido“. – Kevin Arnold.

Sim, Kevin, naquele momento esqueceu todas suas desavenças com o irmão, deixando as festança de ano novo para dar suporte emocional para ele.

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