Opinião com Café | Conduzindo Miss Daisy

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Filme de 1989 com 1 hora e 40 minutos de duração.

Sinopse: Atlanta, 1948; Uma rica judia de 72 anos (Jessica Tandy) joga acidentalmente seu Packard novo em folha no jardim premiado do seu vizinho. O filho (Dan Aykroyd) dela tenta convencê-la de que seria o ideal ela ter um motorista, mas ela resiste a esta ideia. Mesmo assim o filho contrata um afro-americano (Morgan Freeman) como motorista. Inicialmente ela recusa ser conduzida por este novo empregado, mas gradativamente ele quebra as barreiras sociais, culturais e raciais que existem entre eles, crescendo entre os dois uma amizade que atravessaria duas décadas.

Opinião com Café. 

A idade chega para todos, com ela algumas fraquezas também, Miss Daisy (Jessica Tandy) está com 72 anos, ao sair de casa erra as marchas do carro e sofre um pequeno acidente, seu filho, Boolie Werthan (Dan Aykroyd), fica preocupado e resolve contratar um motorista particular, mesmo sem a aprovação da mãe.

Hoke (Morgan Freeman) fica encarregado de levar Daisy para todos os lugares, o grande problema é que a rica judia é preconceituosa e extremamente cabeça dura.

“Conduzindo Miss Daisy” faz uso de todos os esteriótipos possíveis, na rica família Werthan somos apresentados a pessoas que fazem uso de comportamentos mesquinhos e agressivos, o filme utiliza desse fato para mostrar “que os ricos são prepotentes”. Todos os seus subordinados são negros, humildes e muitas vezes analfabetos. Também temos pessoas que vão à igreja, comemoram o natal, mas não chamam o necessitado para participar da ceia.

O longa segue fazendo uso dessas meios descritivos por todo seu percurso, mas nós não ficamos cansados ao ver esse tipo história, o que fazemos é tomar as dores do mais fraco e torcer contra o mais forte, só que em certa altura do jogo nós percebemos que não existem fracos e fortes, mas sim pessoas que são obrigadas a agir conforme seu meio social.

A trama não faz uso de ação ou suspense, os planos de câmeras não apresentam nada de especial, a edição também não oferece nada de espetacular, temos uma trilha sonora toda instrumental e um filme baseado inteiramente em diálogos. Some tudo isso e você tem um longa com um potencial gigantesco para te fazer dormir.

Mas a sétima arte é espetacular, os erros do longa se resumem em duas ou três cenas descartáveis. Ponto. É isso, procure algo de ruim em “Conduzindo Miss Daisy” e você não encontrará, a trilha instrumental é linda, os diálogos misturam acidez com amorosidade com uma leveza sem igual.

Morgan Freeman em algumas pequenas falas deixa a impressão de estar sendo caricato demais, mas seu personagem é muito cativante, não tem como não amar Hoke. Jessica Tandy rouba a cena, uma personagem arrogante que distribui doses de amor. Dan Aykroyd é aquele filho que se preocupa com a mãe, mas ao mesmo tempo tem seus negócios e sua família. Ele não atrapalha a trama, mas também não atua com a leveza de Freeman e Tandy (vamos considerar seu menor tempo em tela aqui).

Some todas as questões sociais abordadas, as belíssimas atuações, um roteiro impecável e consiga achar algo melhor ainda. A maquiagem da trama é incrível, com os saltos temporais ela se sobressai e, não tem como não ficar impressionado com tanta qualidade, não é atoa que o filme ganhou o Óscar nessa área.

“Conduzindo Miss Daisy” é um filme para quem aprecia grandes histórias, você pode achar ele lento, não gostar muito de alguns personagens e não ligar para trilha sonora, mas, em hipótese alguma, você deve odiar essa obra.

Nota 9.

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Henry Braga

Assisto preferencialmente o que não está na moda, gosto de livros, quadrinhos, séries e filmes. Também sei admirar DC e Marvel (sim, é possível), ainda tenho meu Super Nintendo. Seinfeld, Anos Incríveis e Watchmen são algumas de minhas preferências.