Star Wars: Uma Nova Esperança | Opinião com Café

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Star Wars – Episódio IV – Uma Nova Esperança, filme lançado em maio de 1977.

Sinopse: Luke Skywalker (Mark Hammil) sonha em sair da fazenda de seu tio e ser piloto como seus amigos, mas se vê envolvido numa guerra na galáxia quando seu tio compra dois robôs e, com eles ,encontra uma mensagem de uma princesa, Leia Organa (Carrie Fisher), para o jedi Obi-Wan Kenobi (Alec Guiness) sobre os planos de construção da Estrela da Morte, uma gigantesca estação espacial com capacidade para destruir um planeta. Luke então une a eles e Han Solo (Harrison Ford), um mercenário, para tentar destruir esta terrível ameaça ao lado da Aliança Rebelde.

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Certa vez, um jovem diretor pensou em uma história simples de luta do bem contra o mal, com princesa, mocinho e vilão. Em outras palavras, um bom conto de fadas, mas com outra visão: O espaço. Esse jovem diretor é George Lucas, e a história contada por ele começou em 1977, com Guerra Nas Estrelas (rebatizado depois como Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança). É difícil não pender para o lado de fã, num dos filmes mais icônicos e o maior pioneiro dos blockbusters, mas vamos lá.

Logo ao início do filme, nos deparamos com um texto amarelo se arrastando dentre as estrelas há muito atrás, numa galáxia muito, muito distante. Nele sabemos que existe uma arma que pode destruir um planeta inteiro de uma vez só, chamada de Estrela da Morte, que é comandada pelo governo ditatorial da galáxia: o Império. E, claro, há pessoas contra esse governo, sendo uma delas Princesa Leia (Carrie Fisher). E pronto. Fomos jogados a um mundo totalmente novo.
Toda a cena inicial de perseguição, embalada pela música brilhantemente composta por John Williams, engrandece o que é mostrado visualmente. O que inicia a história pra valer é o momento em que dois robôs (ou dróides) caem num planeta desértico -Tatooine – e acabam sendo comprados por Luke Skywalker (Mark Hamill), um jovem com idade próxima aos dezenove anos, que sonha em ser piloto e fazer sua vida longe da fazenda de seus tios. O anseio do personagem pelo desconhecido, ao olhar o horizonte do planeta com dois sóis, desperta no espectador a mesma vontade de mergulhar no que é visto em cena.

São C-3PO (Anthony Daniels) e R2-D2 (Kenny Baker), os dróides, a chave que une o solitário garoto e o mundo de Princesa Leia, capturada pelo Império e torturada por Darth Vader (David Prowse/James Earl Jones), braço direito do imperador galáctico e, ainda, seguidor de uma antiga religião: A Força. Algo que nós não sabemos bem o que é, mas que, segundo o próprio Vader, torna insignificante o poder de destruir um planeta. Todavia, é interessante observar como o personagem é submisso à figura de Tarkin (Peter Cushing), general imperial, líder do braço militar do governo, e ainda, chefe de operação da Estrela da Morte. Todas as decisões de Tarkin são as que realmente ditam o quão maligno pode ser o Império. Luke embarca nessa história quando descobre uma mensagem de Leia escondida em R2-D2, destinada à um eremita que também mora em Tatooine. Obi-Wan Kenobi (Alec Guiness) ou, simplesmente, Ben é a figura que serve como mestre de Luke, um ancião que diz ter vivido várias aventuras com o pai de Luke, chegando até mesmo dizer que Darth Vader matou seu pai, Anakin Skywalker. Esse ponto é crucial, pois vemos cada detalhe da Força, pois Obi-Wan introduz ao público o que são os Jedi e a Força. A Força é como uma entidade que mantém tudo de bom unido, os Jedi usam essa Força pra manter a paz na galáxia, como cavaleiros. Tudo isso evidencia uma preocupação de George Lucas em mostrar todos esses significados ao público, o que é muito bem executado. Ainda nesse meio, somos apresentados, também, a uma arma estranha usada pelos Jedi, que hoje conhecemos muito bem – um sabre de luz. Infelizmente, os tios de Luke são mortos e o rapaz não vê saída a não ser ir com Obi-Wan para uma galáxia de aventuras, seguindo o caminho para a chamada “Jornada do Herói”.

Conhecendo grandes personagens, como Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew), (o maior ponto de leveza, ironia e malandragem), não demora muito até ver Luke se tornar um grande herói ao salvar Leia do Império. Vemos esse heroísmo crescer ainda mais quando, sem Obi-Wan, tem que seguir com Leia e todo o grupo resistente ao Império para tentar acabar com a Estrela da Morte. Uma história que segue bem quando assistida, seja uma, duas, três ou dezenas de vezes.

Filme considerado um marco em efeitos visuais, é incrível como os 40 anos passados desde a concepção e filmagem de Uma Nova Esperança, nos apresenta uma imagem pouco datada, com leveza, design orgânico e possível, dentro do inimaginável. A música, mais uma vez, dá todo o toque especial e grandioso a um conto de fadas tão distante mas, ao mesmo tempo, tão próximo de histórias contadas tantas e tantas vezes. Ao final, grandes heróis, um vilão se distanciando e uma galáxia de infinitas possibilidades.

Nota: 9,5

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