Opinião com Café | Zelig

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Filme de 1983 com 1 hora e 15 minutos de duração.

Sinopse: Um pseudo-documentário sobre a vida de Leonard Zelig (Woody Allen), o homem-camaleão, que tinha o dom de modificar a aparência para agradar as outras pessoas.

Opinião com Café.

Ah, Woody Allen, o que falar de você?

Em Zelig o diretor faz uma comédia no estilo documentário, é cômico, inovador, estranho, e tudo que você possa imaginar. Intercalando cenas em preto e branco com entrevista em “colorido”, Allen mostra Leonard Zelig, interpretado por ele mesmo, o homem que não tinha opinião e mudava seu jeito de pensar e até sua forma física quando estava perto de outras pessoas.

Um filme simples, rápido, mas com uma crítica espetacular. Certamente você já viu algum “Zelig” da vida… ele pode ser seu vizinho, seu amigo, seu colega de serviço, ou até mesmo você, que está lendo essa “Opinião com Café”. Um “Zelig” nada mais é do que aquela pessoa que não tem opinião própria, e para agradar os outros e não se sentir excluído, ele é a favor da mesma opinião da pessoa que está presente no momento.

Você gosta de futebol? Sim? – Que legal, eu também!
Você gosta de futebol? Não? – Eu também não, coisa de gente louca ver homem correndo atrás de uma bola. 

Duas perguntas iguais com respostas diferentes, o “Zelig” dá um jeito de se encaixar na resposta da pessoa com quem conversa, tudo para não se sentir fora do grupo.

O roteiro que Woody Allen escreveu é bom, os diálogos são interessantes em 80% do tempo, e a história apesar de mirabolante tem um final que cumpre as expectativas.

Allen tem uma atuação que lhe é de praxe, esquisito, elétrico e com muitas palavras por segundo, a comédia tem sacadas que não irá te arrancar gargalhadas, mas aqueles sorrisos de canto de boca, assim como a maioria das obras desse diretor.

O trabalho de filmagem é lindo, e o formato de documentário é melhor do que muitos documentários que vemos por ai, as pessoas entrevistadas, as filmagens em preto e branco o jeito que o tema é abordado, tudo se encaixa perfeitamente, se não fosse a bizarrice das transformações físicas poderíamos realmente acreditar que tudo não se passava de um grandioso documentário.

Nota 7.5

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