Opinião com Café | Fargo – Uma Comédia de Erros

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Filme de 1996 com 1 hora e 37 minutos de duração.

Sinopse: Em 1987 em Fargo, no Dakota do Norte, o gerente (William H. Macy) de uma revendedora de automóveis, ao se ver em uma delicada situação financeira, elabora o seqüestro da própria esposa (Kristin Rudrud) e faz um acordo com dois marginais, que ganhariam um carro novo e metade dos 80 mil dólares que seriam pagos pelo seu sogro, um homem muito rico. Mas uma série de acontecimentos não previstos cria logo de início um triplo assassinato e uma chefe de polícia grávida (Frances McDormand) tenta elucidar o caso, que continua provocando mais mortes.

Opinião com Café.

A vida do ser humano é baseada no quanto ele possui, o mundo é um lugar muito capitalista e Jerry Lundegaard interpretado por William H. Macy não vai bem com seus negócios, tentando escapar do seu déficit financeiro ele vê uma oportunidade de ouro, sequestrar sua própria esposa, Jean Lundegaard (Kristin Rudrud), assim seu sogro Wade Gustafson (Harve Presnell), que é bem rico, pagaria o resgaste… seria cômico, se não fosse trágico.

Convenhamos, a história é muito envolvente, a critica é espetacular, e a fotografia é muito bonita, com tudo isso e cinco indicações ao Óscar, ganhando em duas categorias, melhor atriz – Frances McDormand e melhor roteiro original, podemos imaginar uma maravilha dos cinemas, mas estamos errados.

Começando das atuações.

Frances McDormand ganhou o Óscar de melhor atriz, sua personagem é muito inteligente e irônica, ela consegue resolver os problemas de maneira rápida e passa um grande ar de coragem, mas, me desculpem, a cada três falas que ela tinha, uma era “yehhh”, seu personagem não passa emoção e suas falas não tem profundidade alguma, tudo bem que ela foi peça chave na trama, mas ganhar um Óscar já é outra história.

Pra falar verdade nenhum dos personagens tinha frases profundas e diálogos interessantes, era tudo, “oh, yehh” “yehh” “yeh” “yehhhhh”.

William H. Macy é quem elabora o sequestro, ele sem dúvida alguma é o personagem com a maior carga dramática, com certeza a melhor atuação do filme, ele pula de uma mentira para outra e tudo da errado em sua vida, mas mesmo assim ele não é espetacular.

Também não se deixe enganar por outra coisa, no início o filme dá a entender que é uma história baseada em fatos reais, e muita gente acredita que isso é verdade, a narrativa até nos leva a crer que realmente fosse, mas nos créditos temos a informação de que é tudo ficção, uma boa ficção lógico, mas nada espetacular como pregam.

Ainda temos, dois bandidos bem caricatos, um sogro “mandão”, um filho que não acrescentou em nada na trama e algumas cenas de humor negro, mas nada que te faça rir muito, sem duvida é um bom filme, e torno frisar, com uma critica incrível, mas está longe de ser a 8ª maravilha do mundo.

Nota 7.

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