Opinião com Café | Mulheres

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Charles Bukowski.

Livro de 320 páginas, publicado em 1978.

Descrição: Após um período de jejum sexual, sem desejar mulher alguma, Hank conhece Lydia – e April, Lilly, Dee Dee, Mindy, Hilda, Cassie, Sara, Valerie, não importa o nome que ela tenha. Hank entra na vida dessas mulheres, bagunça suas almas, rompe corações, as enlouquece, as faz sofrer. E no fim elas ainda o consideram um bom sujeito

Opinião com Café.

Minha fascinação por Charles Bukowski é evidente, já li e assisti muita coisa relacionada ao velho safado, e cá estou para falar de mais uma obra dele, hoje é dia de Mulheres.

“Muito cara legal foi parar debaixo da ponte por causa de uma mulher”. – Henry Chinaski.

50 anos, essa é a idade que Henry Chinaski, o alter ego de Henry Charles Bukowski tem nesse livro. E a história começa com ele a algum tempo sem transar, porém com a fama chegando, ele vê a possibilidade de realizar seus desejos sexuais com mulheres bem mais jovens.

Chinaski começa a aproveitar das leituras que tem que fazer, para que além do dinheiro que seria ganho, algumas mulheres deitassem em sua cama, sem encenação, rodeios, e da forma mais crua possível, Chinaski descreve seu auge com o sexo oposto nesse livro.

E, apesar das dezenas de mulheres com quem Chinaski se relaciona, é possível notar que no fundo ele procura alguém que o aceite como ele é, um escritor, pobre, alcoólatra e feio, que depois de muitos anos finalmente consegue enxergar uma pontinha de sucesso.

Certamente não é um dos melhores livros do velho safado, suas sacadas e frases de efeitos não são tão recorrentes aqui, como em outros livros, mas sem dúvida alguma é um livro despretensioso e de fácil leitura.

O livro contem falas sobre drogas, bebidas, jogos de azar e sexo, e conta com muitas palavras de baixo calão, se não gosta de livros que contenham tais itens, esse não é seu livro, aliás, esse não é seu escritor.

Nota 8.

“Tinha algo errado comigo: eu pensava demais em sexo. Cada mulher que eu via, logo imaginava na cama do meu lado. Era um jeito interessante de matar o tempo num aeroporto. Mulheres: gostava das cores de suas roupas; do jeito de elas andarem; da crueldade de certas caras. Vez por outra, via um rosto de beleza quase pura, total e completamente feminina. Elas levavam vantagem sobre a gente: planejavam melhor as coisas, eram mais organizadas. Enquanto os homens viam futebol, tomavam cerveja ou jogavam boliche, elas, as mulheres, pensavam na gente, concentradas, estudiosas, decididas a nos aceitar, a nos descartar, a nos trocar, a nos matar ou simplesmente a nos abandonar. No fim das contas, pouco importava; seja lá o que decidissem, a gente acabava mesmo na solidão e na loucura”. – Charles Bukowki.

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