Opinião com Café | Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo

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Filme de 2012 com 1 hora e 40 minutos de duração.

Sinopse: Um meteoro está em rota de colisão com a Terra, e a última missão humana enviada para desviá-lo falha em sua tentativa. Não há mais saída: em três semanas, o mundo vai acabar. Algumas pessoas aproveitam os últimos dias de vida para beberem e fazerem sexo sem compromisso; outras se rebelam pelas ruas e começam a destruir os carros e os comércios. Além delas, existe Dodge (Steve Carell), corretor solitário que acaba de ser abandonado pela esposa, e Penny (Keira Knightley), sua vizinha triste, que nunca teve um namoro satisfatório. Juntos, eles decidem percorrer o país para reencontrarem suas famílias e seus amores de juventude antes que seja tarde demais.

Opinião com Café.

Não sei porque Hollywood insiste em classificar filmes que tem uma ou duas cenas engraçadas como comédia, a lista desses “equívocos” é imensa e mais uma vez isso acontece, dessa vez com o filme, Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo.

No filme somos apresentados a Dodge (Steve Carell), um vendedor de seguros solitários, ele, junto com toda população mundial recebe a notícia de que um meteoro iria colidir com a terra, extinguindo toda a raça humana.

Simples e objetivo é o inicio da trama, em 30 segundos já sabemos o que irá acontecer com a terra e vemos a mulher do Dodge abandonando-o, depois desse fato somos apresentados a uma crítica social espetacular, pois ao receberem a notícia do fim do mundo, todas as pessoas finalmente demonstram o que são.

Começando com uma festa de classe média alta, que termina em sexo e drogas.
Depois vemos todos abandonando seus empregos para viverem com quem realmente importa e um quebra quebra digno de seres irracionais.

Tudo isso acontece em praticamente meio filme, e aqui já são levantadas questões importantíssimas para nossas vidas. Devemos esperar a notícia do fim do mundo para procurarmos quem amamos? Para deixar aquele emprego que odiamos? Ou, ainda, para fazer o que der na “telha”?

Durante essa crítica, que foi muito sutil e bem feita, somos apresentados a Penny (Keira Knightley), ela é uma imigrante, que tem uma vida triste, um dos motivos é porque nunca encontrou o amor de sua vida, e nessa altura do campeonato o fator principal de sua tristeza se deve ao fato de que ela nunca mais irá ver sua família, ela perdeu o último voo que a levaria para perto de seus familiares. Penny apesar de toda tristeza é uma personagem livre, gosta de beber, fumar e escutar vinil.

Graças ao voo perdido Penny conhece Dodge, os dois conversam um pouco e Penny entrega algumas correspondências do rapaz que estavam com ela, segundo a moça o carteiro entregou errado algumas cartas durante 3 anos, e ela nunca se deu ao trabalho de entrega-las para Dodge.

Uma das cartas faz Dodge relembrar um antigo amor, ele resolve ir atrás da moça da carta, afinal, o mundo está acabando mesmo, Penny se sente culpada pelo fato de não ter mostrado a carta para o vizinho e o acompanha nessa aventura.

A crítica social praticamente acaba nesse momento, em alguns momentos elas são levantadas novamente, mas a partir dessa viagem o tom romântico domina o filma.

Procura-se um amigo para o fim do mundo tem o “indie” como trilha sonora, um tom de melancolia em todo o momento, não só pelas cenas apresentadas, mas também por Dodge passar um ar de tristeza durante toda a trama.

Ponto negativo para Knightley que exagera muito ao dar vida a personagem, seu excesso de caras, bocas e choros seria para dar uma aliviada na tensão do filme, mas o efeito é totalmente inverso.

No geral temos um filme com um início muito bom, um meio fraco e um fim que é totalmente aceitável para a proposta do filme.

Nota 7.

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