Opinião com Café | Cartas na Rua

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Charles Bukowski.

Descrição: “Tudo começou como um erro”, anuncia Charles Bukowski na primeira linha de Cartas na rua, agora de volta às livrarias em nova tradução de Pedro Gonzaga. O “erro” do escritor conhecido pelos porres homéricos e humor ferino foi se candidatar à vaga de carteiro temporário no início dos anos 50. Quando viu, estava em seu segundo emprego nos Correios, como auxiliar, e já somava catorze anos em uma rotina maçante – ainda mais para um homem de meia-idade sempre de ressaca. Mas tinha em mãos, enfim, a matéria-prima para seu primeiro romance, que já nasceu um clássico: pela voz de Henry Chinaski, seu alter ego, Bukowski narra suas memórias em tom hilário e melancólico. Lançado em 1971, Cartas na rua é um marco na obra de um dos mais cultuados – e imitados – autores norte-americanos.

Opinião com Café.

Esta é uma obra de ficção, dedicada a ninguém.

E assim Bukowski faz a dedicatória de seu livro, curto e grosso, como toda obra do velho safado, em Cartas na Rua, com muito palavrão, sexo e bebedeira, através do seu alter ego mais famoso, Henry Chinaski, o velho safado conta como foi sua vida como funcionário dos correios, primeiro começando no serviço de carteiro, enfrentando enchentes, cachorros, e um patrão (Jonstone) que era um pé no saco.

Depois de três anos, quando já tinha virado um carteiro regular ocorre seu primeiro pedido de demissão.

Ao sair dos Correios, Chinaski vai viver com um milionária, Joyce, e juntos vão morar no Texas, seu romance porém não dá certo e ele acaba voltando para os correios, só que dessa vez para fazer um serviço interno, serviço no qual ficou mais 11 anos.

O livro tem um tom melancólico dramático, junto com muita ironia, como na maioria das obras de Bukowski, o que mais chama a atenção é quando ele cita sua filha, Marina Louise, de resto, são histórias parecidas com personagens diferentes, só que Bukowski “repete” suas histórias com maestria, através de histórias iguais ele nos conta coisas diferentes.

Nota 8

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