Opinião com Café | Misto-Quente

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Autor: Charles Bukowski.

Descrição: Verdadeiro romance de formação com toques autobiográficos, ‘Misto-Quente’ cativa o leitor pela sinceridade e aparente simplicidade com que a história é contada. Estão presentes a ânsia pela dignidade a busca vã pela verdade e pela liberdade, trabalhadas de tal forma que fazem deste livro um dos melhores romances norte-americanos da segunda metade do século 20. Apesar de ser o quarto romance dos seis que o autor escreveu e de ter sido lançado quando o autor já estava com mais de sessenta anos, ‘Misto-Quente’ ilumina toda a obra de Bukowski.

Opinião com Café.

Cá estou eu com mais uma postagem sobre Bukowski, e hoje é dia de falar de “Misto-Quente“.

Misto-Quente conta como foi a infância e início da vida adulta de Henry Chinaski, um garoto, pobre, feio e virgem, que mudou da Alemanha para os Estados Unidos ainda muito pequeno e pegou uma época em que o capitalismo estava em crise.

Chinaski descreve a época do colégio, época essa que ele era cheio de espinhas e não pegava nenhuma mulher, até seu primeiro porre, passando pela falta de emprego, e seu despejo da casa dos pais.

“Ter o desejo e a necessidade de viver, mas não a habilidade”, pela parte destacada é possível sentir a forma crua que Bukowski retrata a vida.

A trama nos agracia com frases maravilhosas e textos puramente reflexivos, Chinaski é contra o “sistema” norte americano, e deixa isso bem claro com sua falta de vontade pra estudar, pra trabalhar, e para se relacionar com as pessoas.

Misto-Quente é pra quem aprecia Bukowski e pra quem pretende começar a ler o velho safado.

Nota 9.

Já disse na postagem do Factótum, que apesar de não serem continuações, um livro complementaria o outro sem maiores problemas.

Leia mais sobre Charles Bukowski.
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