Opinião com Café | Pulp

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Livro de Charles Bukowski, com 175 páginas.

Descrição: Eis um Bukowski puro-sangue. Legítimo. Concluído alguns meses antes de sua morte, em março de 1994, aos 73 anos. Não há como sair incólume desta história. A saga de Nick Belane poderia até ser igual a de tantos outros detetives de segunda categoria que perambulam pelas largas ruas de Los Angeles. Mas aqui, mulheres inacreditáveis cruzam pernas compridas e falam aos sussurros, principalmente uma que atende pelo nome de Dona Morte. Como nos velhos livros policiais de papel vagabundo, subliteratura pura, a quem Charles Bukowski dedica solenemente Pulp.

Opinião com Café.

Nick Belane é um detetive de quinta categoria em Los Angeles, ele deixa de pagar o aluguel, vive bebendo e fumando, além de ser um apostador em corridas de cavalos, some tudo isso a clientes como, Dona Morte que procura Celine, um escritor que ela jura que tinha que estar morto, uma caçada a um tal de Pardal Vermelho, o contato com Jeannie Nitro, uma alienígena que quer tomar a terra e também a procura do amante de Cindy, somou tudo isso?

Então embarque na história mais nonsense que o velho Buk já escreveu. Com leves pitadas autobiográficas e o resto de sua fértil imaginação.

A leitura é simples e fácil, o livro não se perde em momento algum, apesar de unir muitas histórias e todas elas serem resolvidas sem que nosso amigo Nick Belane realmente fizesse algo, esqueça o alter ego Henry Chinaski, que aparece em praticamente todas as obras do Buk, aqui ele é brevemente citado em uma linha do livro.

Um fato interessante desse livro é a palavra “morte”, essa pequena palavra é usada muitas vezes, muita gente diz que isso se deve ao fato do Bukowski estar a beira da morte quando ele estava escrevendo essa novela. (Bukowski faleceu poucos meses depois de ter concluído esse livro.)

Pra quem gosta do velho safado é um ótimo livro para se ter na coleção.

Nota 8.


Saiba mais sobre Charles Bukowski.

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