Opinião com Café | Chappie

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Filme de 2015 com 1h54min de duração.

Sinopse: Em um futuro próximo, a África do Sul decidiu substituir os seus policiais humanos por uma frota de robôs ultra resistentes e dotados de inteligência artificial. O criador destes modelos, o brilhante cientista Deon (Dev Patel), sonha em embutir emoções nos robôs, mas a diretora da empresa de segurança (Sigourney Weaver) desaprova a ideia. Um dia, ele rouba um modelo defeituoso e faz experiências nele, até conseguir criar Chappie (Sharlto Copley), um robô capaz de pensar e aprender por conta própria. Mas Chappie é roubado por um grupo de ladrões que precisa da ajuda para um assalto a banco. Quando Vincent (Hugh Jackman), um engenheiro rival de Deon, decide sabotar as experiências do colega de trabalho, a segurança do país e o futuro de Chappie correm riscos

Opinião com Café.

A África do Sul está sendo dominada pela criminalidade, mas nem tudo é tragédia, o país conta com Deon (Dav Patel), um brilhante engenheiro que cria robôs polícias dotados de extrema inteligência, seu brilhantismo é tanto que ele conseguiu criar um robô que além da inteligência demonstrava emoções, o único problema é que sua chefe acha a ideia ridícula, e não autoriza a criação desse protótipo, então Deon resolve roubar um dos modelos da empresa para fazer os testes necessários.

Nesse momento a ironia acontece, pois no meio desse roubo, Deon é sequestrado por um trio de bandidos, esse trio faz com que sua nova invenção fosse utilizada para o uso da criminalidade. Não bastando, Vincent (Hugh Jackman), um outro engenheiro, deleta o programa de todos os robôs de Deon, gerando um caos inimaginável.

O começo do filme é um pouco complicado e tanto quanto surreal, Neill Blomkamp (diretor) já havia criado um ambiente para que o público se preocupasse com um robô que futuramente viria a ser o Chappie (Robô 22), depois que Deon consegue introduzir a inteligência artificial nesse robô que supostamente o público já teria se afeiçoado, a trama se perde.

Chappie tem uma inteligência fora do comum, ele foi criado para se desenvolver melhor que qualquer humano, mas quando ele é criado ele não consegue falar absolutamente nada, suas primeiras palavras demoram algum tempo, o que é “normal para um robô bebê”.

Só que depois de algumas horas ele já forma algumas frases complexas, porém continua com problemas de aprendizado sobre algumas palavras, e pasmem, mesmo com sua dificuldade em entender pequenas coisas, ele consegue dominar alguns sentimentos e já é capaz de cumprir uma promessa que ele faz para seu criador.

Porém a estranheza não para por ai, Chappie consegue transferir a consciência de um corpo para outro, e fazer obras de arte em questões de segundos, mas ele é enganado com extrema facilidade pelo grupo de vigaristas para participar de um assalto.

Se você acha que esses são os maiores erros, engana-se. O desenvolvimento do robô toma metade do filme, logicamente isso faz a trama ficar muito cansativa.

Hugh Jackman é muito mal aproveitado. Ele é um vilão que você não odeia e a empresa de segurança não tem segurança.

Ufa, agora sim.

Com tudo isso você já deve ter imaginado em não assistir a trama, certo? Calme, o filme não é de todo ruim, se você gosta de assuntos como transferência de consciência humana, e daqueles clichês de não desistir nunca, talvez você até aprecia essa obra.

Afinal, a interação do Chappie com os humanos é muito boa, ele consegue pegar os trejeitos, as gírias, palavrões e tudo que uma pessoa comum faz, além de dominar sentimentos como ódio e amor, e lembra o que eu disse lá no começo sobre o diretor tentar fazer com que o público pegasse afeição pelo Chappie? Funciona, você acaba gostando desse robozinho e por fim “deixa passar” esses furos no roteiro.

No geral não é um filme que te fará dormir na poltrona, mas não vai te arrancar suspiros, se você procura apenas entretenimento, esse pode ser uma boa pedida, agora se você procura algo mais profundo, fuja.

Nota 5.

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