Opinião com Café | A Piada Mortal

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Editora: DC Comics, lançado em 1988.

Descrição: Em A piada mortal, Moore explora a psicologia de Batman, Coringa e do comissário Gordon. Todas as tramas paralelas apresentadas na HQ acabam tendo Gordon como seu referencial e é o comissário que concentra a maioria das perguntas que surgem após a leitura da revista. Afinal de contas, se basta um “dia ruim” para levar a sanidade de uma pessoa, porque o mesmo não aconteceu com Gordon? Porque é que Wayne se transformou no Batman, aquele ex-comediante no Coringa e o comissário escapou ileso?

Opinião com Café.

Esse post contém o relato completo da história.

Considera por muitos uma das melhores HQ’s de todos os tempos. Temos o início da estória com o Batman indo até o Asilo Arkhan para criminosos insanos, ele iria tentar dialogar com o Coringa, afinal, o morcego acha que uma hora ou outra os dois poderiam acabar morrendo em confronto. Ao chegar no asilo ele descobre que o Coringa fugiu.

Início da crueldade.

Nesse meio tempo o palhaço vai para casa do comissário Gordon, e aqui temos uma das cenas que mais me impressionou. O Coringa atira na Bárbara Gordon, deixando-a paraplégica, depois ele pega o Gordon e leva para seu “parque de diversões”, onde coloca o comissário em um trem fantasma. O problema é que nesse trem as fotos de Bárbara nua e ensanguentada ficam sendo expostas para o comissário (outro ponto sombrio da HQ).

Toda essa crueldade tem apenas uma finalidade. O Coringa quer mostrar que um dia ruim é o que separa os homens bons dos cruéis.

Em paralelo a tudo isso temos alguns flashbacks de como foi o surgimento do vilão Coringa.

Regressando. Depois do palhaço tentar destruir o Gordon, finalmente o Batman chega para o acerto de contas, os dois brigam e o Coringa resolve contar uma piada. Fim.

A HQ foi escrita por Alan Moore e ilustrada por Brian Bolland. Vamos considerar que estamos na década de 80, vários assuntos ainda eram tabus naquela época, então, com absoluta certeza, a estória foi um marco. Aliás, a HQ é impressionante para quem lê pele primeira vez. As cenas de crueldade do Coringa são surreais.

Alan Moore retrata o lado mais podre do “ser humano” nessa história (vide vários casos de assassinato e estupros cometidos hoje em dia).

A Piada Mortal não é para crianças.

Uma coisa muito interessante da estória é que não temos os tão famosos quadros para encher linguiça. Aqui tudo se completa, seja no enredo mostrando o passado do palhaço, seja na trama mostrando as atrocidades que ele estava cometendo. Temos uma trama objetiva, de fácil leitura e entendimento.

Nota 10.

Deixei para o “final o final”. Faça sua aposta.

Coringa já contou a piada e os dois estão rindo?

O Batman está com as mãos no pescoço do coringa para mata-lo? (Reparem, as risadas se findam.)

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